10 anos | Parte I – De Individual a Limitada

11 Fevereiro 2026

Em Moçambique estive 4 anos, cada um deles, num projeto diferente.
No primeiro ano, em 2012, fui Diretor de Marketing do Grupo Soico; no segundo ano fui Diretor Geral da empresa Cloud Digital Arts do Grupo DDB; no terceiro trabalhei para um negócio de exploração de publicidade nos aeroportos de Moçambique de nome Sublime Media; e, no último, edifiquei juntamente com a minha mulher o projeto Reconstruir Moçambique.

Em todos eles, o vínculo laboral foi diferente: de contrato de trabalho por conta de outrem; a contrato de trabalho com variação por prémios; a empresário em nome individual. Foram várias as formas de estar presente, legal e contabilisticamente participativo naquela minha segunda casa, que foi (e é), Moçambique.

Nesses anos também fui empresário, mas em nome individual. Ainda mantive atividade aberta mesmo depois de ter voltado para Portugal, durante algum tempo. Acabei por fechá-la mais tarde, com a ajuda de uns amigos, já não me recordo muito bem de como.

Uma vez cá, em 2016, constituí sociedade no balcão do Mercado Municipal de Faro, 8 anos depois da minha primeira empresa (Copialternativa, LDA.) ter declarado falência e me ter forçado a emigrar para pagar contas.

Sim, foi em grande parte por essa razão que emigrei e que tive a sorte de ter vivido em Moçambique. Tive uma oferta irrecusável de trabalho, quer pelo desafio, pelas responsabilidades, pelos objetivos, quer pela compensação monetária ou pelas regalias auferidas. Era impossível dizer que não naquela fase da minha vida.

Recordo-me do dia em que voltei de Moçambique para Portugal com um molho de dólares escondido nas cuecas (na altura era ilegal viajar com um determinado montante monetário – já não me lembro de quanto). Dirigi-me ao banco e sentei-me na sala de espera. Sentei-me e por ali fiquei sem qualquer pressa, pelo contrário, quanto mais tempo demorasse ali, mais merecida seria a recompensa. Quando chegou a minha vez, o senhor do Balcão perguntou-me em que poderia ajudar e eu respondi: quero amortizar os créditos que tenho convosco agora. Quero sair daqui mais leve. E assim foi. Demorei-me no balcão para um depósito bancário e para a assinatura de vários papéis que, mais tarde, se efetivaram numa cobrança automática do banco e uma liquidação total dos créditos que tinha em curso. Para quem nunca viveu esta experiência de “limpar dívidas” e recomeçar do zero, é do melhor que pode haver. É lindo. Uma sensação tão boa. Desde essa altura que tento não contrair empréstimos bancários que não sejam automaticamente resolvidos com a venda dos ativos a que se referem. É um medo meu que não se coaduna com a vida de empresário. Mas sou feliz assim. Ensinamentos que foram surgindo com o passar dos anos.

Foi no dia 15 de janeiro de 2016 que se formalizou a constituição da B16.
As origens da empresa, da marca e do projeto remontam a essa data.

Foi nesse dia que materializei o nome, o seu significado, a sua forma, o seu conceito. 

O processo foi simples:

Chamo-me Bruno. Sou marketeer há mais de 20 anos.

Durante toda a minha vida fiz Branding, marketing, estratégia, comunicação, publicidade, relações públicas, gestão de projeto, gestão de equipas, consultoria, mentoria, produção, análise e avaliação. O Branding é o conjunto de todo esse know-how. Engloba todo o conhecimento e toda a minha mestria. 

Nasci no dia dezasseis de Fevereiro. Sempre gostei muito desse número 16. Ainda hoje tenho uma relação especial com ele. Não sei explicar porquê. Talvez porque sou Aquário e o meu signo diz-me quão visionário, especial e «dentro da bolha» sou. 

Uma das coincidências é que o meu nome começa pela segunda letra do abecedário. 
Uma segunda coincidência é que Fevereiro é o segundo mês do ano.

2016 foi o ano da constituição da sociedade. Era óbvio que tinha de ser amarrado a todos os exercícios eloquentes que já tinha para me “posicionar como marca”.

E, depois, “B16” pode ser escrito de diversas formas: b-dezasseis, B16, B I 6, BIG…

Philip Kotler tem uma teoria que estudei nos meus tempos de faculdade que defende que qualquer pessoa consegue realizar os seus sonhos, desde que possua esse marco etário. É a partir dos 16 que o jovem percebe que, se trabalhar, consegue materializar o meio de transporte, a viagem, o sonho. Se quisermos ir ao cerne da questão, para mim, a B16 sempre foi uma vontade de materializar sonhos, ou seja, de fazer com que todo e qualquer projeto tenha essa capacidade. O verbo ser, em inglês, associado ao algarismo também pode ser materializado no nome da empresa que criei: se tiveres 16, realizas os teus sonhos. Be sixteen! Become it! Sê!

Depois, a forma, o slogan, a marca.

Desde 2008/09 que trabalho com o Senior Designer Marcelo Souto, mais conhecido por Maru, meu Amigo, confidente, motivador, inspirador, companheiro de viagens, de lutas, de projetos. Alguém que admiro muito, que tem feito muito por mim, com quem tenho sempre contado e lutado ao longo dos anos. Recebi o Marcelo na entrevista para integrar a equipa da Visualforma, onde eu estava inserido, por volta de 2010, ou por aí. Foi ali que o conheci. E depois da entrevista, antes de me despedir dele, perguntei-lhe: “Vamos fazer história?”. Acho que é isso que temos feito, juntos. Cada um no seu momento, na sua vida, no seu desafio, mas juntos. Temos caminhado em paralelo. Foi ao Marcelo que pedi ajuda para criar a marca. Sabia o nome, mas não sabia a forma. Sabia que me identificava com algumas correntes e culturas, mas não sabia como materializá-lo. E depois, o dinheiro não abundava. Tinha de ser simples, direto, fácil. Foi ele. O meu “irmão” do Japão.

Foi o Marcelo quem chegou ao BIG. 

Foi ele quem materializou o “Let’s make something BI6”. 

Porque ele me conhecia. 

Porque ele sabia de onde eu vinha e para onde eu ia. 

Foi ele que entendeu a plástica. O potencial.
E – modéstia à parte – ter o Marcelo a dizer que tudo aquilo que faço é BIG, é só… brutal.

Top. Siga. Está feito.

Começamos por fazer a Marca e uma miniapresentação, tipo Brand Book. Depois fizemos uma splashpage onde colocámos o logótipo, o slogan, os contactos e uma pequena mensagem de boas-vindas. Em paralelo, desenvolvemos a assinatura de e-mail. Mais tarde, produzi autocolantes, cartões de visita e estacionário digital. Tatuei a marca na perna! Mas, aquilo que mais gozo me deu, sinceramente, foi produzir os livros de faturas e os livros de recibos personalizados (sim, as faturas eram passadas à mão). Fi-lo na Gráfica Comercial, antigo fornecedor de projetos com que trabalhei, e senti-me importante quando lhes fui pedir para produzirem os livros de faturas e recibos do meu próprio projeto. Um marco interessante na minha vida. Acreditem. 

O primeiro escritório da B16 era na Travessa Rebelo da Silva. Um primeiro andar pequenino, familiar, aconchegador, frio no inverno e quente no verão. Um lugar mágico por onde ficámos durante algum tempo. O negócio foi feito com o José Dias, ex-funcionário da RTA, irmão do Ângelo, o dono da pastelaria Gardy, em Faro. O José Dias, que também já partiu, era uma pessoa adorável. Simpático, atencioso, preocupado. Gosto muito dele e da sua esposa, a Mirja. Foi ele quem proporcionou o aluguer do pequeno escritório e que me ajudou a estabelecer no centro da cidade de Faro. Um lugar estratégico.

À data de hoje, esse escritório é a sede do partido político CHEGA. Não tenho nada a ver com esse partido, nem com qualquer outro. Nada. Sou cidadão votante, cumpridor e responsável. Só acho piada por estar ali hoje. Mais tarde explicarei o porquê.

A verdade é que aquele lugar foi especial e inesquecível. Foi ali que tudo começou.

Empresa formalizada, sede alugada, marca desenvolvida, materiais de comunicação prontos a usar, algum mobiliário antigo que ainda tinha em casa e estava pronto para trabalhar.

Foi assim que tudo começou.

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