Creative Brand Makers = Fazedores de Marcas Criativas.
Há expressões que não se traduzem.
Depreendem-se. Compreendem-se. Entendem-se.
Em 2016, quando fundei a Marca com o contributo do Marcelo Souto, surgiram várias questões:
Em português ou inglês?
Para Portugal ou para o mundo?
Metemos branding no nome?
Ícones figurativos?
Como associamos o que fazemos ao B16?
À lógica do Bruno e do 16 de fevereiro?
À lógica do branding e do (20)16?
À lógica do “sê dezasseis”, pois nessa idade não tens medo de sonhar e fazer acontecer?
À lógica do Bruno, da sua experiência, do seu historial de trabalhos bem-sucedidos?
Optámos por este caminho:
B16 – Creative Brand Makers.
Mais tarde, na materialização gráfica da mesma, ficaram a faltar elementos. Um deles, o claim da empresa. O Marcelo – já o referi anteriormente – ousou com o “let’s make something big”. Está associado aos meus feitos no passado, à possível representação gráfica do b-i-g através de uma mudança de caracteres, como por exemplo: B-I-G, B-1-G, B-1-6, BI6. “Vamos fazer coisas BI6”? Foi ele que chegou até aqui.
Hoje, olho para trás e tenho opiniões. Opiniões sobre a marca ser global e não local; sobre ser em inglês e não em português (ou até algarvio, porque não); sobre “fazedores de marcas criativas”; sobre a presunção do convite a grandes feitos. Mas foi esta a Marca e foram estas as minhas opiniões. Se não fossem diferentes hoje, alguma coisa não estaria bem. Gosto muito do que fizemos, desenhamos e escrevemos. Temos autocolantes, peças de merchandising e algum estacionário dessa altura. Guardei-os. Utilizá-los-ei um dia. O Clã Criativo nasceu e cresceu dessas raízes. As histórias que relato pertencem-lhe.
Fizemos coisas para nós neste ano.
Para nós. Por nós.
Podíamos tê-las aproveitado e difundido melhor. Na roda viva do trabalho, da vida familiar e do mundo eloquente do Saber Gozar a Vida, deixamos muito por explorar. Mas tenho orgulho em todo e qualquer pormenor que aqui evidencio. Muito orgulho. E sorrio, ao recordá-los.
Num determinado dia, sem razão aparente, recebo uma proposta por carta para produzir canetas da B16:

As canetas deram-nos mais ideias e avançámos com um Plano de Marketing para a B16.
Se fazíamos isto para os nossos Clientes, porque não para nós?

Depois, avançámos com uma colaboração com o Tiago Silva para o mood board do nosso Instagram:


Sem razão aparente, mandámos estampar um conjunto de camisolas num centro de cópias. Começámos por avançar só com o B16 na frente, mas rapidamente nos entusiasmámos e pedimos ao Marcelo Souto para desenvolver alguns designs para mais modelos. O Marcelo envolveu-se. Sentiu o projeto como dele e desenhou isto:



Mais dinheiro houvesse, mais t-shirts iriamos imprimir, mas naquela altura, eram modelos contados. O João sempre teve bom gosto a combinar as cores e os desenhos. Eu, nem por isso, mas vesti-as com uma motivação sem paralelo. Vestia-as incansavelmente, dia após dia. Com marcas de suor e cheiros, inclusive. Tal era a paixão pela camisola.
A Olívia fez o seu primeiro aniversário. Fomos celebrá-lo ao Bengado, a propriedade do meu querido sogro, na zona da Mesquita em São Brás de Alportel. Na preparação da festa, estive envolvido em pequenas empreitadas de preparação do espaço e aquele lugar elevou-me a outra magnitude enquanto ser humano. Não beber, ouvir o silêncio interrompido pelo chilrear dos gaios e dos pardáis, contemplar a serra e o percurso do sol, foram suficientes para me fazer sentir bem. Muito bem.
Num dia de Junho de 2018 fizemos a festa da Olívia no Bengado. Convidámos família e amigos para um dia inesquecível. Foi lindo e maravilhoso. E nesse mesmo dia, o João Costa conheceu o lugar. Não foi preciso muito para se apaixonar como eu. Ficou prometido entre ambos que iríamos realizar ali um “retiro espiritual”, de trabalho, para abordar possibilidades a explorar na B16, naquele místico lugar.

Foi o que fizemos.
Fomos lá almoçar um dia.
Fizemos uma grelhada e bebemos bebidas frescas.
Fumamos umas picas.
Deambulámos pelo lugar.
Tivemos ideias.
Muitas ideias.
Muitas ideias.
Mesmo.
Depois viemos para o escritório pré-produzir o que iriamos cozinhar a seguir. Analisámos o dinheiro disponível, procurámos referências de coisas que queríamos fazer, técnicas a explorar, materiais necessários, preparativos, pessoas envolvidas e a forma de capitalizar todo esse investimento.

A Campanha “Let’s make something BI6” foi filmada em agosto. Dois meses depois do nosso momento no Bengado. Fizemos um dossier com os planos de ação. Os calendários de execução. A forma como iríamos libertar espaço em cartões de memória e em como iríamos fazer durar as baterias das camaras de filmar. Os trabalhos que o João fazia, os trabalhos que a Vânia faria, os trabalhos que eu teria de desenvolver. E depois, as pessoas convidadas e a logística. O meu primo Carlos Gabriel Vieira e o seu amigo graffiter Francisco Camilo. Comidas, dormidas, cachés, etc. Todos contribuíram para enaltecer o nosso trabalho árduo. Foram 8 dias de produção efetivos. De 24 de agosto a 1 de setembro, de forma intercalada. 7 dias completos. Nalguns, as horas desapareciam e só percebíamos quando íamos para casa no dia seguinte. Era fluído. Não olhávamos às horas. Só parávamos para comer, beber, fumar, rir, contemplar, discutir soluções. Rimos muito. Tudo o resto era natural, automático, experimental e sem ordem. Foi brutal. Foi único. Foi artístico. Foi uma autêntica instalação com princípio, meio e fim.
Os entregáveis desta produção foram:
1 vídeo promocional
1 vídeo making of
3 stop motions
20 time lapses
+ de 500 clips de vídeo
+ de 2.500 fotografias



Um investimento com retorno estrondoso. Brutal. Incomparável. Único.
Até aqui a B16 nunca tinha conseguido tal proeza. Foi um ganho indiscutível. Por tudo. Para tudo. Por todos. De todos. Construímos equipa. Divertimo-nos. Construímos marca. Colhemos os resultados do trabalho de equipa. Potenciamos o crescimento da empresa e iniciamos um percurso de comunicação inesperado. Completamente.
Foi preciso trabalhar nos brutos, claro está. Precisámos de editar os vídeos, de editar as fotografias, de compilar os elementos em peças específicas e concretas. Levámos vários dias a fazê-lo ao longo de diversos trabalhos em curso, para os nossos Clientes. Mas fazíamo-lo com gosto. Era aquele momento do dia em que íamos ver as coisas feitas no Bengado.
Qualquer Marca pagaria muito dinheiro para uma instalação deste género: marca própria, conteúdo próprio e original, team building, mind set, planeamento, envolvimento, resultados. Nós, fizemo-lo, de forma natural e automática. Saiu. Surgiu. Aconteceu. Tudo por causa do aniversário da minha princesa.
O resultado final foi este (ver com som alto e muita atenção, por favor):
Em novembro desse ano chegou o nosso carro novo. A nossa Dacia Logan MCV, novinha, com os extra todos. Era castanha. Era a cor que tínhamos escolhido. A gasóleo. Um carrão. Motor Renault, mas a preço Dacia. Um negócio bom para a B16 que ainda não tinha historial de empréstimos, leasings ou rentings. Esta carrinha foi comprada a crédito. Um processo demorado. Mas fez toda a diferença na nossa logística, pois o meu carro estava sempre a avariar e o João Costa tinha de levar o seu inúmeras vezes para as produções dos Clientes. Lembro-me de comentar com ele e dizer: nunca comprei um carro novo. Vamos filmar o contador dos quilómetros a mudar para o 1 km. Altamente. Mas, não foi assim. O carro demorou meses a chegar depois da compra e do pagamento. Fomos buscá-lo em Novembro a Portimão. E quando eu pensava que tinha zero quilómetros, apareceu-nos isto no monitor:

E em dezembro, a propósito do Natal, convidámos família chegada, amigos chegados e Clientes chegados para a mostra do resultado. Foi surreal. Lindo. Maravilhoso. Agregador. Escrevemos um postal de natal a cada convidado e demos prendas a todos eles. Foi o nosso jantar de Natal. E foi lá que apresentámos os resultados do nosso trabalho. Recebemos imensos elogios. Imensas coisas bonitas escritas, ditas e feitas ali, naquele momento inesquecível.



Dois meses depois, já em fevereiro de 2019, lançámos um novo website e toda a campanha nas redes sociais. Um website que tinha os testemunhos diretos dos nossos Clientes sobre o nosso trabalho. O nosso primeiro website com casos de sucesso que explicavam ao detalhe como fizemos, o que fizemos e para quem fizemos, e o que cada Cliente ganhou com esse trabalho.
E todos participaram com testemunhos reais do que tínhamos feito.
O ex-diretor geral do MAR Shopping Algarve:
O diretor geral da Loulé Concelho Global:
O diretor geral da Sisgarbe:
Os sócios-gerentes da Byho:
O diretor geral da Infralobo:
O caminho que temos feito é bonito.
A comparação com outras agências é inevitável, mas é o nosso caminho.
A adequação ao mercado do nosso trabalho é necessária, mas faz parte do nosso caminho.
O caminho que temos feito é bonito.
A empresa cresceu. Eu cresci.
E muitos dos que para ela contribuíram também.
Fizemos coisas BI6.
Sem dúvida.